quinta-feira, 24 de março de 2011

TECNOLOGIA E MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA

Olá pessoal, este texto é  parte do capítulo publicado no livro: ENRICONE, Délcia (Org.). Ser Professor. 4 ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004 (p. 57-72). A autora é  Doutora em Educação e Professora Titular da Faculdade de Educação da PUCRS.

O PROFESSOR E AS NOVAS TECNOLOGIAS

Elaine Turk Faria

Na aurora do século XXI, necessitam os professores estar preparados para interagir com uma geração mais atualizada e mais informada, porque os modernos meios de comunicação, liderados pela Internet, permitem o acesso instantâneo à informação e os alunos têm mais facilidade para buscar conhecimento por meio da
tecnologia colocada à sua disposição. Os procedimentos didáticos, nesta nova realidade, devem privilegiar a
construção coletiva dos conhecimentos, mediados pela tecnologia, na qual o professor é um partícipe pró-ativo que intermedia e orienta esta construção. Trata-se de uma inovação pedagógica fundamentada no construtivismo sociointeracionista que, com os recursos da informática, levará o educador a ter muito mais oportunidade de compreender os processos mentais, os conceitos e as estratégias utilizadas pelo aluno e
O papel do educador está em orientar e mediar as situações de aprendizagem para que ocorra a comunidade de alunos e idéias, o compartilhamento e a aprendizagem colaborativa para que aconteça a apropriação que vai do social ao individual, como preconiza o ideário vygotskyano. O professor, pesquisando junto com os educandos, problematiza e desafia-os, pelo uso da tecnologia, à qual os jovens modernos estão mais habituados, surgindo mais facilmente a interatividade. Nessa proposta pedagógica, torna-se cada vez menor a utilização do quadronegro, do livro-texto e do professor conteúdista, enquanto aumenta a aplicação de novas tecnologias. Elas se caracterizam pela interatividade, não-linearidade na aprendizagem (é uma ‘teia’ de conhecimentos e um ensino em rede) e pela capacidade de simular
eventos do mundo social e imaginário. Não se trata, porém, de substituir o livro pelo texto tecnológico, a fala do docente e os recursos tradicionais pelo fascínio das novas tecnologias. Não se pode esquecer que os mais poderosos e autênticos "recursos" da aprendizagem continuam sendo o professor e o aluno que, conjunta e dialeticamente, poderão descobrir novos caminhos para a aquisição do saber. O que é, realmente, importante frisar é a interação, a atuação participativa que é necessária em qualquer tipo de aula com ou sem tecnologia. Essa interação é importante para que o educando vivencie a negociação de significados que irá
, com esse conhecimento, mediar e contribuir de maneira mais efetiva nesse processo de construção do conhecimento, como sugere Valente, (1999, p.22). iniciá-lo na aprendizagem de uma prática social que será permanente na vida do cidadão do próximo milênio: a construção da inteligência coletiva (MELLO,1999, Internet).[...]
Olá pessoal, este vídeo foi visto e comentado em sala de aula, porém é também muito importante sabermos quem são essas pessoas tão preocupadas com a educação na era da informação, portanto, na ardem em que aparecem:

Keith R. Krueger is CEO of the Consortium for School Networking (CoSN), a U.S. nonprofit organization that serves as the voice of K-12 technology leaders, especially school district CTO’s, who use technology strategically to improve teaching and learning.

Gregory Byrne Whitby is an Australian educator. He is the Executive Director of Schools in the Catholic Diocese of Parramatta, NSW.

Greg Black
CEO Education.au Limited

Julie Evans
CEO Project Tomorrow

Prof. Stephen Heppell
CEO Heppel.net

Yong Zhao is currently Presidential Chair and Associate Dean for Global Education, College of Education at the University of Oregon, where he also serves as the director of the Center for Advanced Technology in Education (CATE).

Dr. Barbara S. Nielsen served two four-year terms from 1991 to 1999 as South Carolina's fourteenth State Superintendent of Education.

Cheryl Lemke is President and CEO of the Metiri Group, a consulting firm dedicated to advancing effective uses of technology in schools, and serves as the Practice Leader for Metiri Group Policy Consulting.

Susan Patrick is the President and Chief Executive Officer of the International Association for K-12 Online Learning (iNACOL). iNACOL is the international K-12 nonprofit association representing the interests of practitioners, providers and students involved in online learning worldwide.

Chris Dede is the Timothy E. Wirth Professor in Learning Technologies at Harvard’s Graduate School of Education

Karen Greenwood Henke
Writer and Managing Director CoSN
Nimble Press
Pasadena, CA

Deborah Baker
CEO CSD NY

Daniel Pink
Writer of The Brave New Mind

Ken Kay is CEO and co-founder of e-Luminate Group. He has been a major voice in defining the potential and promoting the importance of information technology applications in critical areas such as education, health care, electronic commerce and government services.

terça-feira, 15 de março de 2011

Cibercultura

A cibercultura é a relação entre as tecnologias de comunicação, informação e a cultura, emergentes a partir da convergência informatização/telecomunicação na década de 1970. Trata-se de uma nova relação entre tecnologias e a sociabilidade, configurando a cultura contemporânea (Lemos, 2002).
O princípio que rege a cibercultura é a “re-mixagem”, conjunto de práticas sociais e comunicacionais de combinações, colagens e cut-up de informação a partir das tecnologias digitais. As novas tecnologias de informação e comunicação alteram os processos de comunicação, de produção, de criação e de circulação de bens e serviços.
Caracterizam a cibercultura três leis fundadoras que vão nortear os processos de re-mixagem, são elas:
1. A liberação do pólo da emissão: “Pode tudo na internet”, “tem de tudo na internet”.
2. O princípio de conexão em rede: “a rede está em todos os lugares”, ou como dizia a publicidade de “Sun System”, “o verdadeiro computador é a rede”. Essa lei é o princípio de conectividade generalizada, iniciou com a transformação do PC (computador pessoal), em CC (computador coletivo), com o surgimento da Internet e o atual CC móvel (computador coletivo móvel), era da computação pervagante com a explosão dos celulares e das redes Wi-Fi. Tudo comunica e tudo está em rede: pessoas, máquinas, objetos, monumentos, cidades…
3. Reconfiguração (entende-se a idéia de remediação, mas também a de modificação das estruturas sociais, das instituições e das práticas comunicacionais) de formatos midiáticos e práticas sociais: “tudo muda, mas nem tanto”.
Na cibercultura, novos critério de criação, criatividade e obra emergem, consolidando, a partir das últimas décadas do século XX, essa cultura remix (possibilidade de apropriação, desvios e criação livre), que começam com a música, com os DJ’s no hip hop e os Sound Systems, a partir de outros formatos, modalidades ou tecnologias, potencializadas pelas características das ferramentas digitais e pela dinâmica da sociedade contemporânea.
A cibercultura tem criado o que está sendo chamado de “mídia do cidadão”, onde todos são estimulados a produzir, distribuir e reciclar conteúdos.
As expansões da cibercultura potencializam o compartilhamento, a distribuição, a cooperação e a apropriação dos bens simbólicos.
A área acadêmica também tem se esforçado neste contexto, no que se refere a sinergia das causas tecnológicas e efeitos sociais e vice-versa.
A batalha para conquista do espaço ainda está longe de acabar, porém, os cidadãos virtuais já estão produzindo conteúdos pelos princípios da liberação da emissão, da conexão generalizada e da reconfiguração da indústria cultural, o que parece ser um caminho irreversível.

Citado do site http://discutindocomunicacao.wordpress.com/2007/10/03/o-que-e-cibercultura/